terça-feira, 22 de março de 2011


Então depois de um longo e tranqüilo sono ela acordou como se estivesse nascendo para o mundo, um mundo que antes era visto com outros olhos, a sensação era de que estava sendo retirada dos seus olhos uma venda, que não a permitia compreender o milagre dos sentidos e a profundidade dos detalhes. Sentiu se traída pelos dias que a mantinha presa na ignorância, permitindo a ver a vida assim como se vê uma miragem.
E lá caindo de um penhasco de ilusões que despencaram por terra como água em dia chuvoso, jamais imaginaria que o seu cúmplice era uma farsa, total e irremediável, o mundo do qual faziam parte apenas indivíduos selecionados era na verdade um amontoado de poeira, que se foi instantaneamente quando ligou o aspirador.
Em meio à queda de ideias e ideais, de sonhos forçados, de presentes e tormentos eis que surge uma mão, uma voz, um rosto, um ser completo e único que abre as portas para um mundo real cheio de belas realidades, sem fantasias banais de fuga. Com um estalar de dedos seus olhos se abrem e ela consegue desvendar os mistérios que antes desconhecia a existência.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pensamentos desconexos


Em um de meus diálogos com uma companheira de tantos, cheguei a conclusão de que somos todos tolos em demasia, por nos martirizar com sentimentos que não são nossos e não digo aqueles que pertencem aos outros de forma aparente, mas aqueles que estão em nós, porém de modo algum somos donos.

Aqueles que o proprietário as vezes se quer imagina a existência, aqueles nos fazem viajar longas distancias em nós mesmos em poucos segundos, são as vezes causadores de muitas noites mal dormidas o que poderia ser evitado se transferissemos o poderio para quem os pertence de fato, pois se o sentimos por alguém é desse alguém e não nosso, o que vai se fazer com ele já não será mais de nossa alçada independente do que seja, então passaremos a ser apenas de transportadores ficaremos com a singela missão de proteger aquilo de bom que nutrimos pelo outro sem necessariamente fazer disso uma obsessão por reciprocidade integral..


Pena que nem sempre é assim, ou quase nunca!



P.S.: Seria bem mais prático doar para alguém o que de fato é dele, mas como me disse um sábio uma vez, coração de gente é terra que ninguém pisa, então fazer o que?!?!