
(...) e depois das reticências quero procurar novos caminhos, quero olhar pelo retrovisor e olhar o que ficou com olhos saudosos, de quem bem viveu, de quem ás vezes sente pelo que não foi, mas que aprendeu a perdoar pelas falhas e a se perdoar também, fazendo de cada pequeno detalhe uma dádiva, seguindo no caminho aberta a grandes e intensos momentos, novos momentos.
As fotos, músicas, ou o que for, não irão para o lixo, afinal o que vai me recordar de tantos acontecimentos sublimes!? Ou mesmo me recordar do que não devo ser ou fazer?!
São representações de vida, da minha vida, não podem simplesmente ser descartados, vão compor minha biografia, vai mostrar quem foi, o que foi, e se ao olhá-los (ouví-los) uma lágrima rolar ela não será de dor ou arrependimento, mas de saudade, aquela saudade que se tem de tudo que foi, mesmo que só nos sonhos, saudade que se mata com a lembrança quando nos transportamos para o passado e assistimos nos como um flash back, pois se fossemos reviver com certeza não nos produziria o mesmo impacto, não seria tão único e perfeito como foi qndo se viveu.
Quero lembrar de cada personagem da minha peça como protagonista, não dela toda, mas daquilo que cativou, daquilo que despertou em mim, alguns serão protagonistas de grande destaque outros mais singelos, contudo nenhum passará em branco.
Um desses personagens me ensinou, embora não saiba o por que de eu sempre dizer que sentia o suficiente, porque é o suficiente que me move nem mais nem menos, na medida, na medida certa do que preciso para sorrir, para chorar, para amar ou odiar, os excessos não me atraem, pois ou são melancólicos demais ou utópicos demais, meu fascínio mesmo é o na medida, claro que com muuuita intensidade. Os excessos fazendo nos escravos, não nos permitem virar a página, olhar além, nos aprisionam e quando conseguimos desatar os nós já não somos mais os mesmos somos seres feridos, martirizados, amargos, embora muitas vezes não percebamos.
O equilíbrio nos permite viver, e deixar viver, nos fazem mais brandos, pode até causar algumas opiniões taxativas aos seus adeptos, mas os fazem felizes, não é que somos indiferentes, insensíveis, frios e calculistas só não dispensamos às coisas mais atenção do que realmente merecem, nem sentimos necessidade de grandes demonstrações sentimentais para sabermos o que sentimos e o que em relação a nós é sentido, não queremos adequar ninguém ao nosso modo e nem queremos nos adequar a moldes alheios.
Queremos ser a medida de nós mesmos!